As últimas palavras de Lima Barreto foram: “Levem minha mãe daqui que eu quero morrer.”
sábado, 2 de abril de 2011
A cartomante
A cartomante




Lima Barreto
Contos e Novelas
Garnier, Rio
1990

Na duvida de por que sua vida se atrapalhava tanto, alguma influência misteriosa preponderava. Ele se tentava qualquer coisa, dava errado. Quando estava quase conseguindo um emprego na Saúde Pública, a política mudou. Se jogava no bicho, dava sempre o grupo seguinte. se não fosse pelas costuras da mulher estaria perdido.
Queria fugir, mas como sem dinheiro? Tinha certeza, porém, que todas as suas infelicidades vinham de forças misteriosas. Mas se era uma maldição tinha que haver alguém que a desfizesse. Acordou alegre com a ideia, e foi para a rua procurar um jornal onde pudesse haver cartomantes, cartomantes e coisas do género.
A que mais simpatizou foi com uma cartomante, pois no anunciado dizia o seguinte: "Madame Dadá, sonâmbula, extralúcida. Deita as cartas e desfaz toda a espécie de feitiçaria, principalmente a africana, Rua etc.".
Gostou pois já adquirira a convicção de que fora seu cunhado que jogara uma praga nele, por meios africanos.
Quando desfizesse o feitiço sua vida voltaria a prosperidade e ele poderia comprar presentes aos seus filhos!
Ele foi para a cartomante com toda a felicidade, mas ao chegar lá a cartomante era sua mulher.

Comentário dos pais: Brincar com fogo
Brincar com fogo: Comentário dos pais.
Comentário de: Luciana (minha mãe)
Acho que isto sempre acontece, quando um homem gosta de duas ele sempre casa com uma terceira, pois não gosta realmente de nenhuma das duas.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Meu comentário: Brincar com fogo
Meu comentário: Brincar com fogo
Achei o conto muito legal, pois fala de uma história de amor com final trágico, mas não gostei pois José dos Passos acabou se dando bem.
Brincar com fogo: Curiosidades
Curiosidades Brincar com fogo
O primeiro livro de Machado de Assis a ser publicado foi "Crisálidas" em 1984.
Machado escreveu para as revistas "O espelho", "Jornal das famílias" e "A semana ilustrada" sob o nome de Dr. Semana.
O avô de Machado foi escravo, ele batizou o garoto e foi em sua biblioteca que machado começou a ler.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Brincar com fogo
Brincar com fogo: Resumo do capitulo










Machado de Assis
Jornal das Famílias
1975
Contos esquecidos. org. Magalhães Júnior
Rio, Ediouro
1996
Lúcia e Maria eram duas grandes amigas, quase parentas, sempre que acontecia algo com uma sempre era contado para a outra. Namoro que uma começasse logo se contava a outra. Algum beijo era logo contado a outra.

Aconteceu que um dia, no ano de 1868, estavam as duas na janela da casa de Lúcia olhando quem passava na rua, quando João dos Passos passou por lá.
João dos Passos era um rapaz de vinte e tantos anos, estatura regular e barba raspada. Tinha uma elegância natural e naquele dia tinha acabado de comprar uma calça nova .
João fitou as duas moças na janela com sua luneta de vidro só, enquanto as duas moças discutiam para saber para qual ele olhava.
As duas olhavam para João dos Passos e ele podia ver claramente isto.
Ao virar a esquina João tirou o lenço do bolso e deu um adeus para as meninas com ele. As duas ficaram brigando para saber quem ficaria com ele.
As duas meninas falavam de João de Passos quando ele passou outra vez, e Mariquinhas disse a Lúcia:
-Vamos amanhã na minha casa na rua do Príncipe.
Lúcia deu um beliscão em Maria por ela ter dado um jeito de falar onde morava.
Depois de alguns dias sem aparecer João apareceu na frente da casa de Lúcia e de Mariquinhas, e as duas se gabaram achando que ele havia escolhido uma delas.
Alguns dias se passaram do mesmo jeito, João dos Passos enviava cartas praticamente iguais as duas meninas e elas lhe respondiam com cartas igualmente amorosas, enquanto, na verdade, gozavam de perfeita saúde.
João dos Passos não sabia o que queria com aqueles namoros, mas continuava a levá-los.

João dos Passos achava que estava muito bem com aqueles namoros, mas as duas meninas só faziam zombar dele.
Sempre que estavam juntas zombavam de seu andar, de seu jeito e de outras coisas.
Mas as duas cometeram um erro, o pior de todos.
Este erro foi ter uma dito para a outra que João dos Passos havia parado de escrever-lhe, sendo isto, é claro, mentira. Ambas achavam que João não escrevia mais para a outra e sim apenas para ela, achando que ele havia se interessado por ela.
Lúcia ria de Mariquinhas e Mariquinhas de Lúcia.
E João dos passos gostava da duas, mas gostando das duas acabava por não gostar verdadeiramente de nenhuma das duas.
As cartas continuaram e depois de um tempo o pai de Lúcia e a mãe de Mariquinhas repararam na mudança de comportamento das duas meninas, ambas mais serias do que nunca, lhe perguntaram se havia um namorado, depois de lhe contarem sobre João dos Passos ambos concederam as meninas, sem uma saber da outra é claro, permissão para o casamento.
Ambas encaminharam para o tal cartas contando da feliz notícia.

João dos Passos ficou totalmente surpreendido com as duas cartas, e como até agora não havia decidido entre as duas começou a pensar qual das duas escolheria. Ao final decidiu escrever uma carta para cada uma adiando a situação para daqui a uma semana, marcando com uma as sete e com outra as oito. Mas as cartas foram trocadas, a de Lúcia para Mariquinhas e a de Mariquinhas para Lúcia.

As duas ficaram totalmente desapontadas e tristes com o traidor. Depois disto nenhuma delas o esperou mais na janela.
João dos Passos indagou o que havia, mas depois se esqueceu das duas pois uma prima sua chegara na cidade, esta prima tinha belos olhos e cinco excelentes prédios , isto fez com que ele esquecesse Lúcia e Mariquinhas.Quanto as duas, se casaram depois mas nunca mais se deixaram enganar.
quarta-feira, 30 de março de 2011
Comentário dos país: Quem conta um conto...
Quem conta um conto...: Comentário dos pais.
Comentário de: Luciana (Minha mãe)
Na minha opinião este conto diz exatamente como as coisas são, as pessoas aumentam as fofocas para torná las mais interessantes, e ela se modifica com em um telefone sem fio.
Meu Comentário: Quem conta um conto...
Quem conta um conto...: Meu comentário.
Achei que o conto retrata bem a realidade em que se você conta uma coisa agora, a fofoca se espalha e vai crescendo a medida que as pessoas o contam.
Curiosidades: Quem conta um conto...
Quem conta um conto...: Curiosidades
Machado de Assis era miope, gago e sofria de epilepsia. Enquanto escrevia Memórias Póstumas de Brás Cubas, foi acometido por uma de suas piores crises intestinais, com complicações para sua frágil visão. Os médicos recomendaram três meses de descanso em Nova Friburgo. Sem poder ler nem redigir, ditou grande parte do romance para a esposa, Carolina (Carolina Augusta Xavier de Novaes).
Machado foi sepultado no cemitério São João Batista em 1908, mas seus restos mortais foram transferidos para a sede da Academia Brasileira de Letras em 1999.
terça-feira, 29 de março de 2011
Quem conta um conto... Parte V a X
Ao chegar na casa do Sr. Pires eles tiveram a infelicidade de não encontra-lo lá, mas o seu criado havia dito que ele estava na Secretaria de Justiça e o Major, insistente como era, arrastou Luís da Costa até lá.



Mas eles chegaram na Secretaria de Justiça tarde demais e o Sr. Pires já tinha voltado para sua casa.

Luís da Costa e o Major voltaram a casa do Sr. Pires e lá ficaram sabendo que ele estavam na casa do Dr. Oliveira, e lá foram eles de novo para casa do Dr. Oliveira, onde finalmente conseguiram encontrar o , impossível de achar, Sr. Pires. Ao questiona-lo sobre a história do Luís da Costa ele respondeu:
-Eu não disse que a moça era bonita, apenas que me constava ser bonita. Eu ouvi a história de um empregado do tesouro, que mora em Catumbi.
O Major dispensou o Luís da Costa e arrastou o Sr. Pires, sobre protestos, para Catumbi. Desta vez foram mais felizes, encontraram o Bacharel Plácido em casa, ao questionado sobra a história o Bacharel disse:
-É verdade que eu falei de um rapto, mas o que eu disse foi que o namoro da sobrinha do Major Gouveia com o alferes era tal que já havia um projeto de rapto. E eu ouvi isto do Capitão Soares.

Depois de dispensar o Sr. Pires o Major tentou arrastar o Bacharel Plácido até Mataporcos, onde morava o capitão Soares, mas o homem era tão pesado que o Major teve que andar no ritmo dele.
Ao chegar na casa do Capitão, muito tempo depois, questionaram-o sobre a história da sobrinha do Major, ele respondeu:
-Q que eu disse foi que havia uma vaga notícia de um namoro da Sobrinha do Major Plácido com um alferes, o resto é equivoco.
-E de quem ouviu a notícia?
-Foi do desembargador Lucas.

O Major ficou surpreso pois o desembargador Lucas era seu amigo mas mesmo assim dispensou o Bacharel Plácido e levou o Capitão até a casa de Lucas.
Na casa do Desembargador Lucas, que ao questionado sobre a história disse:
-Sim eu me lembro, mas não disse tudo isso, disse apenas que a sobrinha de meu amigo Gouveia piscara um olha para um alferes.
O Major perguntou:
-E de quem ouviu isto?
-Foi do Senhor.
-De mim?!
- Não se lembra? Sábado passado, na rua do ouvidor....
-Mas tudo que eu disse foi que brigaria com minha sobrinha se ela deitasse o olho em algum alferes.
O major depois disso levou o Capitão para casa e foi para sua própria casa, nesta noite pensando sobre o ocorrido suas ultimas palavras antes de dormir foram:
-Quem conta um conto...
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